Depois do primeiro turno: mercado, planos de governo e o bolso de quem vende ao produtor
Resultado oficial do TSE, bolsa, dólar e juros até o fechamento de 05/10 e os planos de governo dos dois candidatos do 2º turno, tema a tema.
Este texto reúne o que dá para verificar sobre o 1º turno de 2026 e o que ele pode mudar no balcão de quem vende ao produtor. Os números vêm de fontes oficiais (TSE, B3, Banco Central, MDIC, Conab), com data e hora; as causas vêm de bancos e veículos de imprensa, citados pelo nome. Não usa pesquisa de intenção de voto, não cita apoio de entidades e não pede voto. Trata só dos dois candidatos que disputam o 2º turno, na ordem de votação do 1º turno (Flávio Bolsonaro, depois Lula); os outros dez também registraram planos, que não analisamos.
A conclusão sem filtro, em três fatos. Flávio Bolsonaro (PL) ficou em 1º, com 47,03% dos votos válidos, e Lula (PT) em 2º, com 45,16%. No 1º pregão depois da eleição (05/10), o Ibovespa subiu 7,70% e o dólar PTAX caiu 4,55%. E os planos de governo dos dois candidatos do 2º turno, registrados no TSE, tratam de temas parecidos com propostas diferentes; nenhum menciona defensivos. O texto mostra o resultado e o mercado sem afirmar causa: a Nexus não diz que um fato causou o outro, e as explicações citadas pelas fontes estão na seção de mercado. O que isso pesa no caixa do seu cliente está na última seção.
O resultado oficial do 1º turno
O que o dado mostra
Pela totalização do TSE, com 100% das seções, atualizada em 05/10/2026 às 12h51, Flávio Bolsonaro (PL) recebeu 56.104.503 votos (47,03% dos válidos) e Lula (PT), 53.879.538 (45,16%). A diferença é de 2.224.965 votos, ou 1,87 ponto percentual. Os outros dez candidatos somaram 7,81% dos válidos; os três maiores foram Augusto Cury (Avante), com 2,89%, Renan Santos (Missão), com 2,24%, e Ronaldo Caiado (PSD), com 2,18%.
Os votos válidos foram 119.300.788. Houve 2.300.798 votos em branco (1,84% do total), 3.674.249 nulos (2,93%) e 33.469.244 abstenções (21,08% do eleitorado de 158.745.502). O 2º turno entre os dois mais votados é em 25/10/2026.
Leitura da Nexus
Fato: o 1º colocado ficou à frente por 1,87 ponto percentual, e o 2º turno é em 25/10. Este texto não projeta o 2º turno.
O mercado até o fechamento de 05/10
O que o dado mostra
Os dados vão até o fechamento de 05/10 (segunda-feira), a última sessão encerrada quando consultamos as fontes, na manhã de 06/10. Segundo a B3, o Ibovespa fechou a sexta (02/10) em 192.114,55 pontos e a segunda (05/10) em 206.911,89, alta de 7,70% no dia e maior fechamento da série diária da B3 de 2021 a 2026 (o anterior era 198.657,33, em 14/04/2026). Na sexta, ele já tinha subido 2,63%. O dólar, pela PTAX do Banco Central, foi de R$ 5,2238 para R$ 4,9859 (−4,55%); o dólar à vista fechou a R$ 5,0022, segundo a Agência Brasil.
Nos juros futuros, segundo a B3, a taxa de ajuste do DI1 de janeiro de 2028 passou de 13,51% para 12,66% ao ano entre sexta e segunda, e a de janeiro de 2031, de 13,99% para 12,65%. A de janeiro de 2027 caiu menos, de 13,53% para 13,41%. A Selic meta é 13,75% desde 17/09.
Entre oito ações de empresas ligadas ao agro (3tentos, Kepler Weber, São Martinho, Boa Safra, Jalles Machado, BrasilAgro, SLC Agrícola e AgroGalaxy), seis fecharam em alta e duas em queda em 05/10 contra 02/10, segundo o Boletim Diário da B3.
Soja e milho: a Nexus não reproduz preços nem as análises do CEPEA/ESALQ, porque a licença de uso de dados do CEPEA (CC BY-NC 4.0) não permite uso comercial; os indicadores diários estão em soja e milho. Não encontramos preço da saca para 02/10 e 05/10 em dado aberto que a Nexus possa reproduzir: a Conab publica preços semanais por estado, e o último disponível (28/09 a 02/10) é anterior à eleição. A Conab estima a safra de milho 2025/26 em 144 milhões de toneladas, recorde (12º levantamento, 15/09/2026).
Os dois gráficos abaixo resumem a semana: Ibovespa e dólar, e a curva de juros futuros.
Ibovespa e dólar na semana do 1º turno
Fechamentos de 28/09 a 05/10, com base 100 no pregão de 28/09. Dólar pela PTAX de venda.
Ver os dados em tabela
| Data | Ibovespa (fechamento, base 100) | Dólar PTAX venda (base 100) |
|---|---|---|
| 28/09 | 100,0 índice (base 100) | 100,0 índice (base 100) |
| 29/09 | 100,5 índice (base 100) | 100,1 índice (base 100) |
| 30/09 | 101,8 índice (base 100) | 99,4 índice (base 100) |
| 01/10 | 102,3 índice (base 100) | 99,9 índice (base 100) |
| 02/10 | 105,0 índice (base 100) | 100,2 índice (base 100) |
| 05/10 | 113,1 índice (base 100) | 95,6 índice (base 100) |
Juros futuros (DI1): taxa de ajuste antes e depois do 1º turno
% ao ano, contratos com vencimento em janeiro. Fechamento de 02/10 (sexta) contra 05/10 (segunda).
Ver os dados em tabela
| Vencimento do DI1 | Taxa de ajuste em 02/10 (% a.a.) | Taxa de ajuste em 05/10 (% a.a.) |
|---|---|---|
| Jan/27 | 13,53% | 13,41% |
| Jan/28 | 13,51% | 12,66% |
| Jan/29 | 13,75% | 12,59% |
| Jan/31 | 13,99% | 12,65% |
| Jan/33 | 14,11% | 12,77% |
| Jan/35 | 14,13% | 12,79% |
O que as análises dizem sobre a causa
A Agência Brasil descreve a leitura inicial dos investidores como queda do prêmio de risco dos ativos brasileiros, o que favoreceu o real e pressionou os juros futuros. O J.P. Morgan, em nota de 05/10 noticiada pelo InfoMoney, elevou a recomendação para ações brasileiras, revertendo o rebaixamento de 11/08, e disse que a menor incerteza política levou à reavaliação. Rafael Pastorello, do Banco Sofisa, atribui o real mais forte a mais fluxo estrangeiro e a prêmios menores. Andrés Abadia, economista-chefe para a América Latina da Pantheon Macroeconomics, disse à Reuters (via InfoMoney) que o resultado do 1º turno e a composição do Congresso tendem a sustentar a bolsa e a puxar os juros longos para baixo. A fonte não traz ressalvas, e a Nexus não avalia essa leitura. André Matos, da MA7 Capital, vê reprecificação de risco, não mudança de fundamento: segundo o InfoMoney, a dívida bruta está em 82,9% do PIB e, para ele, o mercado "precifica execução e não discurso".
O que as mesmas fontes ressalvam. André Matos diz que a expectativa "é volátil nos dois sentidos" e que o risco de uma alta assim está na diferença entre o que o mercado já colocou nos preços e o que de fato se concretizar. Para ele, falta ver o desfecho do 2º turno, a definição da equipe econômica e da agenda de despesa e a confirmação pelos dados. Segundo o InfoMoney, a J.P. Morgan vê o avanço adicional dos ativos condicionado a sinalizações fiscais e à equipe econômica. Pastorello diz que a trajetória do real depende do cenário político interno e também de fatores externos. Pelos números oficiais, o 1º turno terminou com 1,87 ponto percentual de diferença, o 2º turno é em 25/10 e o Focus mais recente é anterior à eleição.
Fatores de fora. A cobertura do InfoMoney lembra que o relatório de emprego dos EUA de sexta (02/10) mostrou mais moderação no mercado de trabalho, o que reforçou a projeção de que o Fed mantenha os juros em outubro, com novas altas ainda no radar, e que o petróleo Brent caiu 1,89% na segunda. Entre os fatores externos, Pastorello nomeia conflitos geopolíticos, a política monetária dos EUA e os fluxos para emergentes.
Leitura da Nexus
Um pregão não é tendência. Para André Matos, a economia do país estava igual na segunda e na sexta, e o que se moveu foi o preço do risco. Câmbio e juros futuros mudam de um dia para o outro; preço de balcão, crédito contratado e safra mudam em semanas e meses. O Boletim Focus mais recente tem respostas até 02/10, antes da eleição: Selic de 13,50% e câmbio de R$ 5,20 no fim de 2026.
O que os planos dos dois candidatos do 2º turno dizem sobre o agro
O TSE publica os planos de todos os candidatos; esta seção trata só dos dois que disputam o 2º turno, na ordem de votação do 1º turno (Flávio Bolsonaro, depois Lula), que coincide com a ordem alfabética. Os textos estão no DivulgaCandContas, do TSE: "Diretrizes do Plano de Governo Flávio Bolsonaro 2027-2030" (76 páginas) e "Diretrizes para o Programa de Transformação do Brasil", de Lula (84 páginas). A tabela traz os mesmos pontos, na mesma ordem e com os mesmos verbos para os dois, e indica a página do PDF. "Não menciona" marca o ponto sobre o qual o plano não traz proposta, entre os pontos escolhidos pela Nexus. Vários itens vêm de capítulos gerais de economia (juros, tributação, crédito subsidiado, licenciamento), e não do capítulo do agro, nos dois planos.
O que o dado mostra
| Tema | Flávio Bolsonaro (PL) | Lula (PT) |
|---|---|---|
| Crédito rural e Plano Safra | Dívidas do setor: Prevê ferramentas de securitização e reorganização das dívidas (p. 54). Plano Safra: Prevê articular o Plano Safra com incentivos à biomassa (p. 55). Plano Safra da Agricultura Familiar: não menciona. Fontes do crédito: Prevê limitar o crédito subsidiado com recursos do Tesouro (p. 71). | Dívidas do setor: não menciona dívidas rurais; trata de dívidas de famílias e empresas (p. 12 e 57). Plano Safra: Prevê ampliar os recursos do Plano Safra, com juros compatíveis com a rentabilidade (p. 61). Plano Safra da Agricultura Familiar: Prevê expandir o programa (p. 59). Fontes do crédito: Prevê diversificar as fontes, com mercado de capitais e títulos do agronegócio (p. 61). |
| Juros | Regras fiscais: Prevê reformular as regras fiscais e entregar superávits primários (p. 71). Taxa de juros: Prevê levar os juros à média internacional, com a queda da dívida em relação ao PIB (p. 71). | Regras fiscais: Prevê manter o arcabouço fiscal atual (p. 49). Taxa de juros: Prevê criar condições para reduzir os juros de forma sustentada, com inflação controlada (p. 49). |
| Seguro rural | Seguro rural: Prevê ampliar o Seguro Rural, dando previsibilidade a quem planta (p. 31 e 54). Perdas por quebra severa de safra: não menciona. Seguro da agricultura familiar: não menciona. | Seguro rural: Prevê fortalecer a política de seguro rural (p. 62). Perdas por quebra severa de safra: Prevê viabilizar, com o setor, um instrumento para perdas sistêmicas (p. 62). Seguro da agricultura familiar: Prevê ampliar o acesso ao seguro rural e fortalecer o Garantia-Safra (p. 60). |
| Tributação e reforma | Reforma tributária: Prevê revisar e redimensionar a reforma em curso, reduzir o IVA e assegurar a não cumulatividade (p. 71 e 72). Desoneração de exportações e investimentos: Prevê desonerar as exportações e os investimentos (p. 72). | Reforma tributária: Prevê consolidar os avanços da reforma do consumo, com CBS e IBS e cesta básica isenta (p. 11 e 48). Desoneração de exportações e investimentos: não menciona. |
| Logística | Investimento e obras: Prevê investir R$ 900 bilhões em quatro anos em rodovias, hidrovias, portos, aeroportos e ferrovias (p. 51). Ferrovias e portos: Prevê destravar a Ferrogrão (p. 51). Armazenagem de safras: Prevê ampliar a capacidade de armazenamento (p. 54). | Investimento e obras: Prevê dar sequência às obras e concessões do Novo PAC e manter o ritmo das concessões rodoviárias (p. 53). Ferrovias e portos: Prevê intensificar as concessões ferroviárias, por leilão e repactuação, e seguir os arrendamentos portuários (p. 53 e 54). Armazenagem de safras: não menciona; cita a retomada dos estoques reguladores (p. 58). |
| Segurança no campo e propriedade | Direito de propriedade e titulação: Prevê segurança jurídica do direito de propriedade e titulação de pequenos proprietários rurais (p. 54). Grilagem e ocupação ilegal de áreas públicas: Prevê combater a grilagem e a ocupação ilegal (p. 58). Violência no campo: não menciona. Reforma agrária e crédito fundiário: não menciona. | Direito de propriedade e titulação: Prevê regularização fundiária, com segurança jurídica dos produtores rurais (p. 60). Grilagem e ocupação ilegal de áreas públicas: não menciona proposta; cita a grilagem só no diagnóstico (p. 9). Violência no campo: Prevê políticas de prevenção e combate à violência no campo (p. 61). Reforma agrária e crédito fundiário: Prevê avançar na reforma agrária e ampliar o crédito fundiário (p. 60). |
| Meio ambiente e licenciamento | Licenciamento ambiental: Prevê prazo definido e licença concedida se o órgão não decidir no prazo (p. 49 e 50). Desmatamento: Prevê zerar o desmatamento ilegal até 2029 (p. 58). Código Florestal: não menciona. Cadastro Ambiental Rural: Prevê consolidar o cadastro (p. 55). Pagamento por serviços ambientais: Prevê ampliar o pagamento (p. 55). | Licenciamento ambiental: não menciona. Desmatamento: Prevê alcançar o desmatamento líquido zero até 2030 (p. 70). Código Florestal: Prevê assegurar a efetividade do Código Florestal (p. 70). Cadastro Ambiental Rural: não menciona. Pagamento por serviços ambientais: Prevê aprimorar o pagamento (p. 72). |
| Defensivos, bioinsumos e fertilizantes | Defensivos: não menciona. Bioinsumos: não menciona. Fertilizantes: Prevê apoiar a produção nacional, com potássio, fosfato e gás (p. 32, 53 e 54). | Defensivos: não menciona. Bioinsumos: Prevê ampliar o fomento à produção nacional (p. 60). Fertilizantes: Prevê acelerar a produção nacional, com a Petrobras e o Novo PAC (p. 63 e 64). |
| Exportação | Sanções e agressões comerciais: Prevê buscar soluções diplomáticas contra sanções de EUA, China e Europa (p. 54). Acordos e novos mercados: Prevê avançar em acordos que ampliem mercados (p. 62). Adidos agrícolas e missões comerciais: não menciona. | Sanções e agressões comerciais: Prevê continuar enfrentando agressões comerciais, com base nas normas internacionais (p. 80). Acordos e novos mercados: Prevê investir em novos acordos comerciais e na abertura de mercados (p. 80). Adidos agrícolas e missões comerciais: Prevê reforçar os adidos agrícolas e ampliar as missões comerciais (p. 62). |
Leitura da Nexus
Os dois planos tratam de crédito, seguro, logística, fertilizantes nacionais e exportação, com instrumentos diferentes. Nenhum menciona defensivos. Nenhum fixa valor de Plano Safra nem taxa de juros para o crédito rural: o que está registrado são diretrizes, não regras. E plano registrado é intenção; o que vira política depende de Congresso, orçamento e regulamentação.
O que isso muda no bolso de quem vende ao produtor
O que o dado mostra
Dólar e importados. Segundo a ANDA, via Forbes Agro, as entregas de fertilizantes ao mercado somaram 49,11 milhões de toneladas em 2025. No mesmo ano, a produção nacional de fertilizantes intermediários foi de 7,22 milhões de toneladas e a importação, de 43,32 milhões: cerca de 86% da oferta de intermediários, de 50,54 milhões (conta da Nexus). Pelo Comex Stat, do MDIC, o Brasil importou US$ 15,49 bilhões em fertilizantes em 2025, e Rússia e China foram a origem de 51% do volume. Os defensivos importados (inseticidas, fungicidas, herbicidas e afins, SH 3808) somaram US$ 5,60 bilhões (+16,7% sobre 2024), com a China em 47% do valor.
Juros, crédito e CPR. O crédito rural contratado caiu 26% em valores reais de 2023/24 a 2025/26, e o MAPA atribui o menor uso do crédito sobretudo ao custo do dinheiro. Na safra 2025/26, a CPR foi de R$ 205,2 bilhões dos R$ 477,2 bilhões do crédito rural empresarial (43,0%). Os números estão em Crédito rural safra a safra. Entre 02/10 e 05/10, o DI de janeiro de 2028 caiu 0,85 ponto percentual.
Caixa do produtor. Não encontramos preço da saca de soja e de milho para 02/10 e 05/10 em dado aberto que a Nexus possa reproduzir (veja a seção de mercado). A Conab publica preços semanais por estado, e o da semana de 05 a 09/10 será o primeiro com dias depois do 1º turno.
Leitura da Nexus
Importados: a importação de fertilizantes de 2025 (US$ 15,49 bi) custa R$ 3,7 bi a menos em reais com o dólar a R$ 4,9859 do que a R$ 5,2238. É conta de ilustração, não previsão: o preço no balcão depende de estoque comprado antes, frete, margem e contrato, e os dados de hoje não dizem quando nem quanto ele muda.
Juros: o DI mostra o preço do dinheiro no mercado futuro, não a taxa da linha de custeio, que depende do banco e do programa. A próxima decisão da Selic está marcada para o Copom de 3 e 4/11, depois do 2º turno.
Caixa: com o mesmo preço em dólar, o dólar mais baixo rende menos reais por saca de soja vendida, e o insumo importado custa menos em reais. As duas pontas pesam em momentos diferentes: a venda da safra e a compra do insumo.
O que acompanhar até 25/10
- o dólar pela PTAX e o DI1 da B3, todo dia útil;
- os preços semanais de soja e milho da Conab e os indicadores diários do CEPEA/ESALQ, para consulta;
- o Boletim Focus do Banco Central, às segundas: o de 12/10 deve ser o primeiro com respostas dadas depois do 1º turno;
- os dados oficiais do TSE do 2º turno, em 25/10, e o primeiro pregão depois, em 26/10;
- o Copom de 3 e 4/11, que decide a Selic.
O que fazer com isso na sua revenda ou no seu serviço
Câmbio, juros e preço da saca vão se mexer nas próximas semanas, seja qual for o resultado de 25/10. Antes de montar a tabela da semana, olhe o dólar, o DI e a saca, pergunte ao cliente como ele vai financiar e vender a safra e deixe a cotação com data e validade. Quer saber em que ponto da decisão do produtor a sua empresa aparece hoje? Faça o diagnóstico de 3 perguntas.
Fontes
- TSE, Resultados das Eleições 2026, presidente, 1º turno (totalização de 05/10/2026, 12h51): resultados.tse.jus.br (abre em nova aba). Acesso em 06/10/2026.
- TSE, notícia de 05/10/2026 sobre o 2º turno: Flávio Bolsonaro e Lula vão disputar o 2º turno (abre em nova aba). Acesso em 06/10/2026. A data do 2º turno (25/10) consta também da Agência Brasil (fonte 7).
- B3, Ibovespa, estatísticas históricas: b3.com.br (abre em nova aba). Acesso em 06/10/2026.
- B3, Boletim Diário do Mercado (DI1 e ações): arquivos.b3.com.br (abre em nova aba). Acesso em 06/10/2026.
- Banco Central, PTAX, Focus e histórico da Selic: PTAX e Focus (Olinda) (abre em nova aba) e taxas de juros (abre em nova aba). Acesso em 06/10/2026.
- Conab, Portal de Informações Agropecuárias, preços semanais por UF (último disponível: 28/09 a 02/10/2026): portaldeinformacoes.conab.gov.br (abre em nova aba), e 12º Levantamento de Safra de Grãos 2025/26 (15/09/2026), conforme reportagens que o citam. Acesso em 06/10/2026. CEPEA/ESALQ-USP, indicadores da soja (abre em nova aba) e do milho (abre em nova aba), só para consulta: valores e análises não reproduzidos (licença CC BY-NC 4.0).
- Agência Brasil (conteúdo CC BY 3.0 BR), Dólar cai a R$ 5, e bolsa sobe quase 8% após primeiro turno (05/10/2026): agenciabrasil.ebc.com.br (abre em nova aba). Acesso em 06/10/2026.
- InfoMoney, pregão de 05/10/2026 ao vivo (J.P. Morgan, Banco Sofisa, MA7 Capital): infomoney.com.br (abre em nova aba). Acesso em 06/10/2026.
- TSE, planos de governo dos candidatos a presidente: Flávio Bolsonaro (PDF) (abre em nova aba), Lula (PDF) (abre em nova aba) e página do TSE (abre em nova aba). Acesso em 06/10/2026.
- ANDA, entregas de fertilizantes em 2025, segundo a Forbes Agro (03/03/2026; secundária): forbes.com.br (abre em nova aba). Acesso em 06/10/2026.
- MDIC, Comex Stat, importações de 2025 (capítulo 31 e SH 3808): comexstat.mdic.gov.br (abre em nova aba). Acesso em 06/10/2026.
- InfoMoney, calendário do Copom 2026: infomoney.com.br (abre em nova aba). Acesso em 06/10/2026.
- Nexus, Crédito rural safra a safra, com dados do Banco Central (MDCR/SICOR, consulta em 03/10/2026) e do Boletim de Desempenho do MAPA, safra 2025/26 (abre em nova aba).
Método e limitações
- Horário. Consulta em 06/10/2026, por volta das 10h, antes da abertura. Preços e taxas são de fechamento até 05/10. A PTAX é a de fechamento do Banco Central, das 13h.
- TSE. Os percentuais dos candidatos são sobre os votos válidos (119.300.788). A notícia do TSE de 05/10 às 0h29 rotula como "votos válidos" o número 125.272.513, que é o total de votos, e traz números parciais (99,99%). Usamos o arquivo final.
- Mercado. A Agência Brasil traz números anteriores ao fechamento oficial (Ibovespa em 207.190,44, +7,85%; dólar à vista, −4,12%); o InfoMoney traz o fechamento final, igual ao da B3. Usamos o fechamento oficial da B3 e a PTAX. As oito ações são uma seleção da Nexus de empresas ligadas ao agro; Camil (CAML3) e Raízen (RAIZ4) não entraram na seleção.
- Soja e milho. Os valores e as análises do CEPEA/ESALQ não são reproduzidos: a licença de uso de dados é CC BY-NC 4.0 (uso não comercial). Procuramos preço aberto de soja e milho para 02/10 e 05/10; a Conab só tem série semanal, e a última semana (28/09 a 02/10) é anterior à eleição. Por isso a matéria não mostra o preço da saca.
- Causas. Não afirmamos que a eleição causou um movimento. Relatamos o que bancos, corretoras e veículos econômicos dizem, com palavras nossas; são fontes secundárias, e só vimos notas divulgadas, não relatórios completos. Algumas fontes trazem projeções para o 2º turno; não as reproduzimos.
- Planos. Lemos os PDFs registrados dos dois candidatos do 2º turno e buscamos termos-chave em cada um; as páginas são as do PDF. Os planos dos outros dez candidatos, também publicados pelo TSE, não foram analisados. A tabela resume em palavras da Nexus os pontos que a Nexus escolheu, os mesmos nas duas colunas, e deixa de fora trechos que avaliam o adversário ou o governo; os textos têm mais propostas do que a tabela mostra. Os termos "defensivos", "agrotóxicos" e "agroquímicos" não aparecem em nenhum dos dois.
- Fertilizantes. O 86% é a importação sobre a soma de produção e importação de fertilizantes intermediários, sem ajuste de estoque; as entregas ao mercado (49,11 milhões de t) são de produto final e têm base diferente. O Comex Stat (capítulo 31: 45,5 milhões de toneladas) e a ANDA (43,3 milhões) têm escopos diferentes. O SH 3808 não cobre todo defensivo importado. O R$ 3,7 bi é aritmética, não previsão.
- Neutralidade. Sem pesquisa eleitoral, sem apoio de entidades e sem projeção do 2º turno. Os candidatos aparecem na ordem de votação do 1º turno nos resultados e em ordem alfabética nas comparações; as duas ordens coincidem (Flávio Bolsonaro, depois Lula). Os planos dos outros dez candidatos não foram analisados.
A Nexus Track não apoia candidatos. Este conteúdo é informativo, feito com dados públicos.